SÉCULO XVIII: ILUMINISMO E ESCOLA FISIOCRATA




O Iluminismo se configura como um período em que novas ideias e questionamentos sobre o mercantilismo foram elaborados. Além de superestimarem-se os novos progressos intelectuais dos homens, houve progresso nos ideais racionalistas. Com isso, os avanços científicos e intelectuais, conhecimentos gerais e a razão humana sobrepujaram e se destacaram, conferindo ao século XVIII o título de Antropocêntrico ou Idade da Razão ou Era da Luz.
Nesse período duas correntes surgiram; de um lado, a escola fisiocrata, com raízes na frança; do outro, a escola Clássica, com raízes na Inglaterra. Introduzida essas duas escolas a economia adquire status de ciência social.


A escola fisiocrata
(Extremamente racional)
(fisio/physio – natureza)
(crata/cracia – governo, regras)
(“Governo da natureza ou regras da natureza”)

Os fisiocratas consideravam que a terra (somente esta!) era a única fonte de riqueza e que havia uma Ordem Natural que fazia com que o Universo fosse regido por leis naturais, absolutas, imutáveis e universais desejadas pela providência divina (cuja definição é inexata, subjetiva) para a felicidade dos homens – que pode ser traduzida, também, pela satisfação através do consumo. Enfim, defendiam que somente a terra era fonte de riqueza, sendo as classes sociais não envolvidas no trabalho agrícola foram consideradas estéreis – incapazes de gerar riquezas.
A Fisiocracia pregava a desnecessária regulamentação governamental, argumentando que a lei da Natureza era suprema, soberana, e tudo o que fosse contra ela seria derrotado.
Nessa época, oriunda dessa escola, surge a expressão “Laissez-Faire, Laissez-Fasser...” traduzida como “deixar fazer, deixar passar” que, basicamente, caracteriza a não interferência do Governo na economia – esta transitaria naturalmente, por si só.
O nome mais influente desta corrente foi o de François Quesnay, ele, doutor, elaborou o primeiro trabalho de destaque econômico intitulado Tableau Economique, A Tábua Econômica. Sendo o primeiro a dividir a economia em setores e criar fluxos econômicos, mostrando a inter-relação entre eles. Este estudo foi aperfeiçoado e transformou-se no Sistema de Circulação Monetária. “Input-Output”. Quesnay emplacou na Economia nomenclaturas da medicina.

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