OS PROBLEMAS ECONÔMICOS CENTRAIS E FUNDAMENTAIS



O problema econômico central consiste, em primeiro lugar, em decidir  o que  produzir e em quais quantidades. Sendo os recursos produtivos limitados, como mão-de-obra especializada (engenheiros, técnicos de nível médio, ferramenteiros, torneiros etc.),  matérias-primas, capital fixo (máquinas, equipamentos, prédios, estradas, portos), capital  financeiro para pagar os trabalhadores e adquirir matérias-primas, terras férteis para a  agricultura e empresários dispostos a arriscar seus recursos no setor produtivo, e as necessidades humanas ilimitadas, a sociedade precisa decidir qual será a composição dos  bens e serviços que naquele período será produzido e em quais quantidades.

Além da expectativa de obter lucro, a escolha de um empreendedor em produzir  prédios ou produzir alimentos, armas ou medicamentos depende do conhecimento que ele  tem do mercado, de seu acesso à tecnologia e da tradição familiar. Do ponto de vista da  sociedade, a escolha do que produzir está relacionada com as opções de política  econômica dos dirigentes. A sociedade pode desejar mais usinas hidrelétricas e mais  estradas, ou maior produção de grãos e habitações populares.
Em segundo lugar, vem a questão de como produzir, que diz respeito à tecnologia. O  conhecimento tecnológico pode ser comprado de outros países, mediante o pagamento de  direitos  (royalties).  Para descobrir novos produtos e processos de produção novos ou  aperfeiçoados, as empresas investem em pesquisa e desenvolvimento (P&D). Geralmente,  os países menos desenvolvidos investem menos em P&D, por insuficiência de recursos  técnicos e financeiros, preferindo importar técnicas conhecidas em outros países.
A decisão de como produzir implica a escolha das técnicas, o que, mais uma vez,  envolve a questão dos preços dos recursos. Se a mão-de-obra for barata e o custo do  capital elevado, as empresas tenderão a utilizar mais trabalho e menos capital, isto é, o processo de produção será mais manual e menos mecanizado. Nesse caso, diz-se que as técnicas são de trabalho intensivo. Inversamente, nos países desenvolvidos, em que os salários são elevados e os direitos sociais dos trabalhadores mais amplos, as  empresas tendem a mecanizar em massa o setor produtivo.
Outra tendência dessas empresas é produzir alguns tipos de bens nos países em  desenvolvimento, com mão-de-obra barata. Elas continuam produzindo, em seus países, os  produtos que exigem alta dose de capital; diz-se que elas empregam alta relação  K/L  (capital intensivo), implicando o emprego de máquinas sofisticadas e robôs. A robotização  está sendo empregada também em países em desenvolvimento, como o Brasil,  principalmente na indústria automobilística. A explicação é a de que, com a globalização da  produção em nível mundial, as empresas precisam reduzir custos, para poder competir.  Entretanto, a robotização também é empregada em operações perigosas, como é o caso da  Petrobrás, na prospecção de petróleo em águas profundas.
Em terceiro lugar, a decisão  para quem produzir  é tomada pelas empresas, em  função da expectativa de realizar lucro. Com esse objetivo, elas escolhem os consumidores  que desejam abastecer com bens e serviços, conforme as diferentes classes de renda a  que pertencem. Por exemplo, uma empresa do ramo da  construção civil pode escolher  entre construir prédios de luxo para a classe A, ou prédios mais modestos para a classe  média, ou, ainda, uma combinação desses dois tipos de obra. Do ponto de vista privado, a  escolha envolve sempre a expectativa de maximizar lucros e a disponibilidade de recursos  e de tecnologia.

Referências Bibliográficas:
http://www.joinville.udesc.br/portal/professores/nilson/materiais/FUNDAMENTOS_DE_ECONOMIA.pdf
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