LEI DOS RENDIMENTOS DECRESCENTES



Um dos conceitos mais conhecidos entre os economistas, dentro da Teoria da Produção, é o da Lei ou Princípio dos Rendimentos Decrescentes, que pode ser assim enunciado: elevando-se a quantidade do fator variável, permanecendo fixa a quantidade dos demais fatores, a produção inicialmente aumentará a taxas crescentes; a seguir, depois de certa quantidade utilizada do fator variável, continuará a crescer, mas a taxas decrescentes (ou seja, com acréscimos cada vez menores); continuando o incremento da utilização do fator variável, a produção total chegará a um máximo, para depois decrescer.
Considerando-se dois fatores: terra (fixo) e mão-de-obra (variável), podemos verificar que, se várias combinações de terra e mão-de-obra forem utilizadas para produzir arroz e se a quantidade de terra for mantida constante, os aumentos da produção dependerão do aumento da mão-de-obra utilizada na lavoura.
Nesse caso, a produção de arroz aumentará até certo ponto e depois decrescerá, isto é, a maior quantidade de homens para trabalhar, associada à área constante de terra, permitirá que a produção cresça até um máximo e depois passe a decrescer. Como a proporção entre os fatores fixo e variável vai se alterando, quando aumenta a produção, essa Lei também é chamada de Lei das Proporções Variáveis.
A tabela ilustra os conceitos acima definidos:

Imagem de:http://www.geocities.ws/prof_dirceu/economia_teoria_producao.htm

A tabela foi construída colocando-se, arbitrariamente, números no exemplo dado, para as três primeiras colunas. Os valores das duas últimas colunas decorrem das anteriores.
Verifica-se que, de início, podem ocorrer rendimentos crescentes, isto é, os acréscimos de utilização do fator variável provocam incrementos na produção. A partir da quarta unidade de mão-de-obra incluída no processo produtivo, começam a surgir os rendimentos decrescentes. A oitava unidade, associada a 10 unidades do fator fixo terra, maximiza o produto (44 unidades). A produtividade marginal dessa oitava unidade é nula. Daí por diante, cada unidade do fator variável mão-de-obra, associada às 10 unidades do fator fixo terra, passará a ser ineficiente, ou seja, sua produtividade marginal torna-se negativa.
Tais relações permitem o traçado dos seguintes gráficos, cujos formatos se devem à Lei dos Rendimentos Decrescentes:


Imagem de: http://www.geocities.ws/prof_dirceu/economia_teoria_producao.htm


Como pode ser observado, a curva do produto inicialmente sobe a taxas crescentes, depois a taxas decrescentes, até atingir seu máximo; em seguida, decresce. As curvas de produtividade média e marginal são construídas a partir da curva do produto total.
A Lei dos Rendimentos Decrescentes é tipicamente um fenômeno de curto prazo, com pelo menos um insumo fixo. Se, no exemplo anterior, a quantidade de terra também fosse variável (por exemplo, passasse de 10 para 15 alqueires), o produto total teria um comportamento completamente diferente. Se isso ocorrer, sairemos de uma análise de curto prazo e entraremos na análise de longo prazo, pois também o fator capital vanara.
A nível de uma firma individual, não é fácil imaginar que um empresário racional permita que a situação chegue ao ponto de o produto marginal ser negativo. Antes que isso ocorra, ele por certo procurará investir em novas instalações, ou comprar mais máquinas.
A nível agregado, existe um exemplo clássico na literatura econômica, denominado desemprego disfarçado, que pode ser verificado em agriculturas de subsistência, em países subdesenvolvidos. São agriculturas não voltadas ao mercado (por exemplo, a roça), com famílias muito numerosas, de sorte que a retirada de parte dessa população do campo não provocaria queda do produto agrícola (ou seja, a produtividade marginal na mão-de-obra é nula). A transferência desse tipo de mão-de-obra para as regiões urbanas, embora em atividades de pouca qualificação, pode ser um dos primeiros requisitos para que um pais inicie um processo de industrialização e de crescimento econômico.

Referências Bibliográficas:
http://www.geocities.ws/prof_dirceu/economia_teoria_producao.htm

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