A ESCOLA CLÁSSICA: ADAM SMITH



Os clássicos defendiam uma visão harmônica, equilibrada da economia, onde uma mão invisível – ordem natural – orientava todas as decisões do meio econômico, sendo desnecessária a intervenção do Estado.
Com essa escola, três grandes compartimentos são descobertos e estudados:
Formação (oferta)
Distribuição
Consumo
A trilogia clássica – oferta, demanda, preços – aliada ao espírito cientificista do século XVIII ensejava (propiciava) o aprofundamento da investigação científica da vida econômica, consequentemente, a economia experimentou extraordinário desenvolvimento. Os argumentos clássicos baseavam-se no Laisse-Faire (deixar passar) e na livre iniciativa.


Adam Smith

Adam Smith foi o precursor da moderna teoria econômica, é o autor de Wealth of nations. Parte dele o princípio segundo o qual a riqueza das nações era o trabalho humano. Seus estudos culminaram com o desenvolvimento da lei da divisão do trabalho, onde defendia que a mesma é fator decisivo para o aumento da produção – oferta – e a riqueza das nações.


Ao se aplicar a lei da divisão do trabalho, três resultados aparecem:
1.     Aumento da destreza pessoal: eficiência, especialização do trabalho, qualificação da mão de obra;
2.     Economia de tempo;
3.     Surgimento de novas máquinas e ferramentas e as condições favoráveis para a melhoria nas técnicas do trabalho.



Smith era critico obstinado da Intervenção do Estado na economia, defensor do liberalismo –sistema puro de mercado, liberal, onde prevalecem as forças de mercado, inexistindo a intervenção do Estado.
Para o Estado, assinala Smith, cabem três funções:


a.     Proteção contra eventuais ataques inimigos –o que remete-nos às guerras do período mercantilista;
b.     Criação e manutenção de obras do Estado, agindo onde a iniciativa privada não tinha condições, recursos ou interesse.
c.     Criação das instituições mínimas para o seu funcionamento.
 
Smith, na esfera do comércio exterior, elabora uma crítica aos mercantilistas, e cria o Sistema Mutuamente Proveitoso:

“desde que um país, atendendo suas qualidades, habilidades naturais, vocações e recursos disponíveis, produzisse bens a preços comparativamente mais baratos (menor custo) que outros países, que também se estabilizariam, deveria criar uma rede de trocas. Os ganhos e vantagens estender-se-iam a todos os participantes”. De modo que tal lei de trocas não interferiria na soberania dos Estados.

Smith desenvolve a teoria do valor-trabalho, mostrando que os preços dos bens sãos construídos a partir do produtor (oferta), pelos custos e esforços nele incorporados.
A teoria é objetiva. Os preços dependem de:

Máquinas;
Tecnologias;
Matéria-prima;
Salários;
Etc..

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