A criminologia como Ciência



               No que tange à Criminologia, temos como problemática inicial a dificuldade que existe em se rotulá-la, conceitualizá-la. Seu objeto de estudo, o crime, não é matéria por ela analisada de modo exclusivo, isto é, o crime se faz essencial também para o Direito Penal e à Política Criminal. No entanto, o que faz dessa ciência ímpar é sua orientação crítica, ou seja, a criminologia analisa o crime sob um prisma particular, observa, nos limites de sua abrangência, seu escopo com a intenção de compreendê-lo a partir de diversos ângulos, o relativizando.
                Se compreendermos que a criminologia é um corpo de análises cujas considerações são pautadas, sobretudo, em verificações e comprovações de ordem empírica, podemos afirmar      que esta não é um todo imutável, mas sim uma ciência inexata acrescida de conclusões que não pretendem fixar-se como verdades absolutas. Não se buscam conclusões perpétuas. A Criminologia lida com fenômenos oriundos de uma realidade social que de modo algum configuram um conjunto sólido. Criminologia é ciência flexível.

                Distinguir Criminologia de outros ramos do conhecimento que dispõem do mesmo objeto de observação não é tarefa que demande aprofundados conhecimentos. Basta compreender que a Política Criminal não é, por si só, uma ciência, e sim um meio de controle social. O Direito Penal não problematiza o crime, visto por ele tão somente sob a perspectiva do que está estabelecido, dogmatizado.
                 Criminologia é ciência de caráter subjetivo onde se procura resposta para uma gama de questionamentos suscitados após uma análise do crime, respostas que são por vezes encontradas após laboriosos estudos de ordem empírica e indutiva. 
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